O paradoxo
começa logo ao nascer, quando é preciso chorar para se conseguir o primeiro
suspiro. Não seria mais justo se pudéssemos consegui-lo com um sorriso? Talvez
seja uma tentativa da vida de nos fortalecer nos primeiros instantes de uma
jornada.
Então nosso paradoxo se estende aos primeiros anos de vida, quando possuímos a mais pura inocência. Qualidade que depois de adultos procuramos nas pessoas sem sucesso. Isso sim é um trágico paradoxo. Nascer com a alegria e inocência de uma criança e morrer em busca dos mesmos adjetivos. Não seria uma crueldade? Estamos sim condenados à essa maldade da vida.
O trágico
paradoxo é, descobrir a felicidade apenas no fim da estrada. Amar as pessoas
quando as perdemos. Aprender oferecer quando não muito se tem. E se tudo não
fosse nessa ordem cronológica? Se alterássemos esse terrível paradoxo e
pudéssemos nos antecipar diante dele? Então amigo, a vida não faria sentido
algum.

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